Ponto de Vista: Annabelle
O quarto ainda carrega o cheiro dela.
Eu paro diante da cama onde Mara dormiu pelas últimas noites, e um silêncio pesado toma conta de mim. Os lençóis ainda estão um pouco bagunçados, como se ela tivesse acabado de se levantar. Sobre a cadeira, o vestido azul que ela usou no jantar da última noite ainda está dobrado. Eu quase posso ouvir sua risada suave ecoando pelos corredores.
E a dor aperta — doce, porém profunda — como se alguém estivesse apertando o meu coração c