CAPÍTULO 29.
Fiquei uma semana me revezando entre ir ao trabalho e ficar em casa. Só para não pensar na perda do meu filho.
A sala de estar está envolta em um silêncio pesado, quase palpável, como se o ar estivesse carregado de memórias que insistem em não se dissipar. As paredes, pintadas de um tom cinza escuro, absorvem a luz que entra pelas janelas, criando sombras que dançam lentamente ao ritmo do meu movimento.
Estou aqui, sozinho, tentando encontrar alguma forma de escapar do peso da realidade. Colo