CAPÍTULO 160.
O grande salão subterrâneo da Bratva, acessível apenas por uma escada secreta na ala leste da mansão Prokhorov, cheirava a fumo, couro caro e história. Era o local onde o destino de nações invisíveis se decidia.
Onde a família Prokhorov se reunia.
Onde sangue era selado com promessas.
E onde, naquela noite, a guerra finalmente seria enterrada — e o herdeiro revelado.
A mesa era redonda, como em tempos antigos.Mas todos sabiam onde os olhos deviam se fixar:
No centro.
No lugar de Vladimir.
No trono do Parkan.
Vladimir estava lá. Sentado. Com o peso dos anos nos ombros e a cicatriz de mil traições nas mãos. Seus olhos, agora cansados, ainda intimidavam homens que comandavam continentes. À sua esquerda, Nikolai, o filho devoto. À direita, Lunet, seu irmão mais novo e o único que ainda ria entre cadáveres.
Mickelson estava ereto, com os punhos fechados sobre a mesa. O irmão mais velho. O mais justo. O mais russo entre todos.
Alexei, o xá da Pérsia, reclinado, girava uma adaga persa entre