Rosa Fernandes
Naquela terça-feira, Cristopher insistiu para me levar a um barzinho que, segundo ele, era “a cara dele”. Um lugar pequeno, aconchegante, com mesas de madeira rústica, paredes cheias de quadros coloridos e uma iluminação baixa que deixava o ambiente mais íntimo. No palco ao fundo, um microfone descansava ao lado de um violão — era noite de karaokê.
Quando entramos, percebi que já havia uma mesa ocupada. Dois casais nos esperavam. Um deles eu reconheci de imediato: eram Matheus e Maitê, os pais da Tina, uma amiga próxima. O outro casal, porém, era novidade para mim.
— Boa noite — cumprimentei com um sorriso, tentando parecer à vontade.
— Boa noite! — respondeu o homem que eu ainda não conhecia. — Pensei que vocês não viriam.
Cristopher riu, como se a cena fosse corriqueira.
— Eu estou apenas uns quinze minutos atrasado. Como sempre, você exagera, Pablo. — Olhou para mim, pousando a mão em minhas costas com um certo orgulho. — Deixa eu apresentar: esta é a minha namorad