Felipe
Lorena simplesmente sumiu.
Não apareceu no restaurante, não respondeu às mensagens, não atendeu às minhas ligações. Um vazio estranho foi se abrindo a cada toque sem resposta — e, com ele, a angústia.
Fui até a escola e esperei na recepção, na esperança de cruzar com ela nos corredores. A recepcionista, educada, disse que ela não havia ido trabalhar — que estava “doente”. Aquilo não fazia sentido. Ela havia aceitado me ver; marcara o encontro; e, de repente, evaporara. Será que o medo qu