​O Segredo do CEO: Esposa por Obrigação

​O Segredo do CEO: Esposa por ObrigaçãoPT

Romance
Última atualização: 2026-08-02
DaysyEscritora  Atualizado agora
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Índice

Ian Winchester é o implacável CEO que tem tudo sob controle — exceto a própria saúde. Annie Rothschild é a insignificante assistente que cometeu o erro de vê-lo cair em seu momento mais vulnerável. Após um vazamento que coloca o império Winchester em risco, Ian busca vingança e a acusa de traição. Para conter o escândalo financeiro, ele a encurrala com uma proposta cruel: assinar um contrato de casamento falso para limpar o nome dele perante a imprensa, ou ver a própria mãe morrer na ruína. Obrigada a se casar com o homem que a olha com desprezo, Annie terá que sobreviver em um ninho de cobras corporativo enquanto cuida, em segredo, do monstro que jura odiá-la. Neste jogo de poder, existe apenas uma regra inquebrável: é proibido se apaixonar pelo dono do seu destino. Mas... o que acontece quando as noites de fingimento e tensão avassaladora saem do controle, e o próprio destino a leva a ficar grávida de trigêmeos do implacável CEO?

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Capítulo 1

01

Os presentes, habituados ao seu mundo de luxos, conversavam animadamente entre si. Moviam-se de um lado para o outro procurando interação social, mas não uma troca qualquer; ali, todos apontavam ao mais alto. Ao contrário deles, Annie Rothschild já não suportava a terrível dor de pés nem a ligeira dor de cabeça que começava a intensificar-se.

A jovem tinha andado de um lado para o outro numa agitação capaz de enlouquecer qualquer um. Como assistente junior da agência Fitzwilliam, o seu trabalho consistia em ser a empregada perfeita.

— Oh, vamos, Annie. Faz a tua parte —deu ânimos a si mesma em silêncio.

Ajeitou a fita do seu crachá, onde o seu nome brilhava sob o ostentoso logótipo da agência, e deixou escapar um suspiro. Só precisava de aguentar mais um par de horas. Com a sua mãe no hospital e as faturas médicas a acumularem-se na mesa da sua pequena cozinha como uma montanha intransponível, perder aquele emprego de salário mínimo simplesmente não era uma opção.

Entrou no corredor de serviço procurando um atalho para os vestiários, quando um som agudo e rasposo a paralisou de golpe. Era o som aterrador de alguém a lutar desesperadamente por respirar. Pensou que tal vez fosse parte da sua imaginação, mas não conseguiu fazer ouvidos moucos.

— O que foi isso? —sussurrou.

Avançou com cautela e logo descobriu que aquele som pertencia ao homem que estava de joelhos contra a parede. Ao focar a vista, o coração deu-lhe um pulo: era ele.

Tratava-se de Ian Winchester.

Um homem conhecido por ser implacável, inatingível e temido no mundo dos negócios. O mesmo homem que tinha dado um discurso impecável há apenas meia hora perante centenas de pessoas, agora agarrava-se ao peito com o rosto pálido, tornando-se rapidamente acinzentado.

Ian arquejava em busca de um fio de ar que se recusava a entrar nos seus pulmões. A vários metros dele, fora do seu alcance, um pequeno cilindro de plástico tinha rolado pelo chão: um inalador.

O instinto de Annie, forjado em servir os outros e guiado pelo seu lado mais humano, tomou o controlo. Não gritou, nem correu a procurar os guardas de segurança ou os paramédicos. Sabia perfeitamente que um homem tão poderoso como Winchester preferiria morrer antes de mostrar uma fraqueza tão humana perante as câmaras.

Deixou-se cair de joelhos ao seu lado, recuperou o inalador e, sem hesitar um segundo, levou-o aos lábios pálidos dele.

— Inala fundo —ordenou Annie com uma voz baixa e firme que nem ela mesma reconheceu—. Vai correr tudo bem, prometo.

Ian estava ao bordo do desmaio, mas os seus olhos de safira, agora tão escuros como a noite, pareceram ferozes, como os de um homem que se recusava a dobrar-se perante a sua maior fraqueza. Annie sentiu que aquele olhar lhe lia a alma e, por um instante, quis fugir.

Então, ele agarrou o inalador com dedos trêmulos, roçando a pele de Annie. Em meio ao ataque, a mão grande e fria do multimilionário fechou-se ao redor do pulso da garota com uma força desesperada. Era um aperto que denotava o pânico puro de um homem que sempre tinha o controlo e acabava de o perder por completo.

O silvo do medicamento encheu o tenso silêncio. Um, dois, três segundos eternos...

Pouco a pouco, o largo peito de Ian deixou de convulsionar e o ar voltou a encher os seus pulmões. No entanto, a gratidão não apareceu; de imediato, um profundo incómodo cruzou as suas feições ao ver-se descoberto. Era como se o bom ato de Annie passasse para segundo plano, convertendo-se para ele numa ajuda humilhante que jamais pediu.

Annie soltou o ar que não se tinha dado conta que estava a reter. Dispunha-se a pôr-se em pé para desaparecer por onde tinha vindo, mas teve de conter-se ao escutar gargalhadas e o constante salto alto de pessoas que se aproximavam do corredor.

Se os vissem ali... Se a elite descobrisse o invencível Ian Winchester colapsado no chão de um corredor de serviço, ou pior ainda, se malinterpretassem a situação, armar-se-ia um escândalo de imediato.

A reação dele foi puro instinto de sobrevivência. Numa fração de segundo, Ian recuperou a sua imponente força, agarrou Annie pela cintura e, num único movimento veloz, arrastou-a para o canto mais escuro do corredor.

Ela abafou um grito pela surpresa.

Ele encurralou-a de costas contra a parede, cobrindo-a por completo com o seu corpo encorpado. Annie ficou rígida. Estavam tão perto que podia sentir o calor abrasador que emanava dele através do fato à medida, e o ritmo acelerado do seu coração a bater contra o seu próprio peito.

Parecia uma situação de vida ou morte.

Quando o perigo passou e foi seguro deixar de se esconder, Ian não se afastou. Pelo contrário, de propósito, continuou a bloquear a sua saída, deixando-a sumamente tensa.

— O-o que está a fazer? Por favor, afaste-se. Já se foram embora —implorou, tentando em vão soar firme.

Ian inclinou-se ligeiramente. Na penumbra, o seu olhar afiado desceu até ao peito dela e detave-se um microssegundo no crachá que pendia do seu pescoço: Annie Rothschild - Assistente - Agência Fitzwilliam. A sua mente calculadora memorizou o nome num piscar de olhos.

Depois, aproximou o seu rosto do dela. A sua respiração, ainda quente e ligeiramente agitada, acariciou-lhe o pescoço, arrepiando-lhe a pele de golpe. Annie viu-se obrigada a fechar os olhos para mitigar o efeito que a proximidade daquele homem causava nela. Nem com toda a sua força de vontade pôde evitar o calafrio que percorreu o mais recôndito do seu ser. O seu perfume amadeirado envolvia-a, obrigando-a a engolir em seco com dificuldade.

— Se uma única palavra disto sair da tua boca —sussurrou ele, com uma voz grave e profunda que retumbou na sua cabeça—, encarregar-me-ei pessoalmente de destruir a tua vida.

Ela tremeu. Sabia que o implacável CEO Winchester nunca mentia.

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