Fechei a porta do escritório atrás de mim um pouco mais forte do que pretendia. O som ecoou pelo corredor de mármore, mas não me importei. Precisava de uma barreira entre mim e o mundo, entre mim e a sala de brinquedos, entre mim e os olhos azuis da minha filha que haviam se fechado em susto por minha culpa.
O silêncio voltou a ocupar o ambiente. Aquele silêncio familiar, controlado, que eu mesmo havia construído. Era um cômodo onde eu sempre soubera exatamente o que fazer. Cada pasta tinha seu