Naquela noite, a lua estava baixa e cheia. Um brilho pálido invadia pelas janelas cobertas apenas por cortinas finas. O frio da floresta parecia congelar o mundo do lado de fora, mas lá dentro, tudo queimava.
Adam fechou a porta do quarto, encostando-se à madeira como se quisesse conter o tempo. Ana estava de pé diante da janela, vestindo apenas uma camiseta dele, os pés descalços sobre o assoalho gelado. O cabelo solto caía pelos ombros, e ela parecia feita de sombra e luz. Tão viva, tão frági