As batidas na porta continuavam, firmes, desesperadas.
— Ângela! Abre essa porta, por favor! — a voz dele tremia, carregada de urgência.
Ela apertou as mãos contra o peito, o coração disparado. Cada pancada parecia ecoar dentro dela. Por um momento pensou em ignorá-lo, deixá-lo implorar até perder a voz. Mas a raiva queimava em seu peito, e com um gesto brusco, girou a chave e abriu a porta.
Heitor entrou de imediato. O rosto tenso, os olhos avermelhados.
— Por que você nunca me contou? — a voz