A estrada era de barro vermelho, apertada e cercada por mata dos dois lados. A chuva fazia o carro tremer em certos pontos, e a trilha sonora do trajeto era o som do limpador de para-brisas e a respiração tensa no banco de trás.
Lucia encarava a carta aberta em sua mão. Serena, ao lado, segurava firme o braço dela.
— Você tem certeza?
Lucia assentiu.
— Essa casa... era da avó dela. Abandonada há anos. Quando éramos adolescentes, fizemos dela nosso refúgio.
Enterramos cartas. Fizemos pactos.
Foi