O sábado amanheceu com o céu azul, sem nuvens, como se até a natureza tivesse decidido colaborar com a farsa que Isadora Monteiro estava prestes a encenar.
No quarto, o silêncio foi interrompido pelo som constante do secador de cabelo. Isadora estava diante da penteadeira, com o rosto iluminado pelas lâmpadas ao redor do seu espelho. Os cabelos escuros caíam em ondas perfeitamente alinhadas sobre os ombros, e o vestido que escolhera era longo, de seda vermelha, com decote elegante em V e costas