O silêncio na sala era denso, como a névoa de uma tempestade prestes a desabar. Os homens de Dante permaneciam em posição: alguns de braços cruzados sobre o peito, outros com a mão próxima da arma no cinto. O polígrafo ainda piscava na tela, registrando os últimos batimentos do interrogatório, enquanto os conspiradores no fim da fileira se remexiam com uma inquietação crescente.
Um deles, o mais alto e robusto, cerrava a mandíbula enquanto tirava lentamente a mão do bolso do paletó. Seu olhar e