Alice Narrando.
O hospital tinha aquele mesmo cheiro de sempre: desinfetante, silêncio forçado e uma urgência que pairava no ar.
Quando acordei ali, atordoada, com dores pelo corpo e o som dos monitores apitando em volta, a primeira pessoa que vi foi ele. Otávio. Parado na porta do quarto, o olhar perdido, mas ainda assim... presente.
Não era por mim. Eu sabia. Mas por um segundo, vi algo no rosto dele. Talvez cansaço, talvez compaixão. Talvez só o reflexo de tudo que estava desmoronando ao