Continuação.
A estrada parecia não ter fim. Os postes passavam por mim como vultos e cada curva me afastava mais do que eu tinha feito. O sangue ainda latejava em minha mente, o rosto da Olívia no chão me perseguia como um fantasma. Eu precisava fugir. Pensar. Respirar. Mas meu corpo estava agitado, frenético, e minhas mãos mal se fixavam no volante.
— Ele tem que vir. Ele tem que vir — sussurrei, apertando o celular contra o peito como se isso fosse me salvar.
Foi quando virei bruscament