Wei Narrando.
O vale do Leste sempre fora um lugar que poucos ousavam pisar.
Nem mesmo os demônios mais antigos se atreviam a se aproximar das águas de cura.
Mas algo naquela noite me guiou até lá — algo que não consegui ignorar.
A energia dela chamava.
Andei entre as sombras, sem fazer som, até que a névoa começou a se abrir diante de mim.
E então a vi.
Ela estava ajoelhada na beira do lago, o véu ao lado, o corpo coberto apenas por cicatrizes e luz.
A água refletia o brilho pálido do Submundo, e por um instante, juro que esqueci onde estava.
Fiquei ali, parado, observando.
Ela parecia não perceber minha presença... ou fingia não perceber.
Mas havia algo no modo como o corpo dela se movia, no modo como a respiração dela acelerava, que me dizia o contrário.
Então, em pensamento, ouvi — ou talvez apenas senti — a voz dela atravessar o ar:
“Será a última vez que ele me verá.”
E antes que eu pudesse reagir, ela se ergueu.
Lenta. Serena.
Deixou as vestes ca