Lua Narrando.
Acordei com o coração batendo devagar, como se cada pulsação ecoasse dentro da minha cabeça.
Tudo parecia diferente. O ar estava mais denso, pesado, e minha pele formigava como se pequenos fios de energia corressem por baixo dela.
Sentei-me na cama, ofegante, e levei a mão à cabeça.
Meu cabelo… estava mais pesado.
Me levantei devagar, ainda tonta, e caminhei até o espelho.
Por um instante apenas passei por ele — mas algo me fez voltar.
Quando olhei de novo, prendi o fôlego.
Meus cabelos… desciam como um manto prateado até os calcanhares.
Minha pele parecia brilhar sob a luz suave da manhã, e meu corpo… estava diferente.
Mais firme, mais belo, quase etéreo.
Mas o que realmente me assustou foram as marcas.
Fios luminosos — como traços de prata líquida — cruzavam minha pele, subindo pelo abdômen, braços e pescoço, pulsando como se tivessem vida própria.
Um grito escapou antes que eu pudesse contê-lo.
Caí de costas, o coração acelerado, o corpo tremendo.
— Meu