Aurora Mancini
Aleksei não sorriu, não piscou. Apenas cedeu. Os joelhos tocaram o carpete do corredor num movimento calmo, controlado, como se a queda tivesse sido ensaiada por séculos. Os olhos não abandonaram os meus.
Tornei o ar mais denso de propósito. O poder, quando se instala, pede precisão.
— Mãos nas coxas. Palmas voltadas para cima. — Minha voz saiu estável, quase clínica — Olhar… em mim.
Ele obedeceu, e o gesto não tinha nada de humilhação. Era entrega. Pura e perigosa.
— Você sabe o