Aurora Mancini
O primeiro toque foi com a pluma. Costas, nuca, a linha do ombro. A pele acendeu em mapa. O segundo toque veio com uma palmatória acolchoada.
Som limpo, impacto controlado. Não doeu. Acordou. Três toques. Depois quatro. Ele alternava com a pluma e com a mão aberta, construindo ritmo que entrava e saía do meu corpo.
— Palavra de conforto? — ele perguntou.
— Verde.
O terceiro instrumento foi o bastão de fibra flexível, leve, elástico. Desceu de lado nas coxas. Um ardor morno. O co