Aleksei Vasiliev
A mansão esperava com as luzes mínimas. A lareira do salão ainda guardava brasas sob a cinza. Klaus surgiu do corredor com uma bandeja simples. Água e gazes. O olhar dele sempre mede antes de falar.
— Cheiro de fumaça. — disse, sem rodeios.
— Fogo resolve algumas conversas. — respondi, tirando o casaco.
Ele empurrou a bandeja na minha direção.
— Algum ferimento?
— Não meu.
Klaus assentiu. Os olhos dele carregam a calma de quem já atravessou nevascas e viu o sol nascer por enga