O quarto do hospital era pequeno, iluminado apenas por uma luz suave no teto. O sol ainda nem tinha se levantado por completo, e mesmo assim eu já estava desperta, sentada na poltrona ao lado da cama de Nando, observando cada movimento do seu peito subindo e descendo com dificuldade. O soro pingava lentamente no acesso em seu bracinho fino, e o oxigênio leve no nariz fazia um barulhinho constante. Era doloroso vê-lo assim, tão frágil, sem energia, sem aquele sorriso que sempre iluminava meu dia