Ana Luiza Martinelli
Acordei com uma leve dor no corpo, reflexo da noite intensa que tive com Enzo. Estava em sua cama, enrolada nos lençóis brancos que ainda tinham o cheiro dele. Respirei fundo, sentindo uma pontada de culpa. Sim, eu era uma filha da puta. E não nego. Às vezes, o desejo fala mais alto, e a cabeça simplesmente para de funcionar. A verdade é que mulheres também têm seus impulsos, e naquela noite eu fui guiada por eles.
Ouvi a porta do banheiro se abrir e vi Enzo sair, só de to