Mundo ficciónIniciar sesiónSeis anos atrás, Ana Luísa teve seu coração destroçado por Enzo, o homem que ela amava e que a traiu. Determinada a nunca mais depender de ninguém, ela se tornou uma executiva de sucesso e ascendeu ao cargo de diretora em uma grande empresa. Mas seu mundo vira de cabeça para baixo quando descobre que a empresa foi vendida… e o novo CEO é ninguém menos que Enzo. Agora, entre reuniões explosivas, olhares intensos e segredos do passado que insistem em vir à tona, AnaLu terá que decidir se resiste ao homem que a magoou ou se entrega ao desejo que nunca morreu? Um romance quente, repleto de tensão, paixão e reencontros que vão fazer seu coração acelerar!
Leer másAna Luiza Martinelli Albuquerque Três anos depois Três anos se passaram desde aquela noite mágica no restaurante. Três anos desde que voltamos a ser uma família de verdade, completa, inteira, feliz. E o tempo… ah, o tempo tem sido generoso conosco. Não há um só dia em que eu não agradeça por termos reencontrado o caminho, por termos reconstruído tudo aquilo que um dia foi destruído pelas dores, medos e mágoas. Porque hoje, olhando ao redor, só vejo amor. E mesmo quando as dificuldades aparecem, elas não nos abalam mais porque agora somos fortes, juntos. Nando está com dez anos. Dez. Parece mentira. Ainda lembro dele de pijaminha dos heróis, com os pezinhos correndo pela casa, os olhinhos brilhando ao ver um desenho novo ou fazer alguma pergunta difícil sobre o mundo. Hoje ele ainda tem esse brilho nos olhos, mas há algo mais… algo que vem de dentro. Um propósito. Ele quer ser médico. Não é só uma ideia de criança. É uma certeza. Um desejo que nasceu no fundo do coraçãozinho dele,
Enzo AlbuquerqueA noite estava perfeita.Havia algo mágico no ar talvez fosse o perfume suave da Ana misturado ao riso alegre do Nando, ou talvez fosse o simples fato de estarmos juntos, finalmente, do jeito que sempre sonhei. Era uma daquelas noites que a gente quer guardar em um potinho, sabe? Como se fosse possível congelar o tempo só para revivê-lo sempre que a saudade bater. E eu já sabia, mesmo enquanto tudo ainda acontecia, que eu sentiria saudade dessa noite pro resto da minha vida.Entramos no restaurante como uma verdadeira família. Um dos mais chiques da cidade, luzes baixas, velas nas mesas, taças de cristal que tilintavam sutilmente com o movimento. Tudo muito elegante. Mas, para mim, o que mais brilhava ali era o sorriso da Ana e o brilho nos olhos do nosso pequeno.— Papai, olha! — Nando puxava minha manga, apontando animado para o garçom que equilibrava três pratos na mão. — Será que ele treinou no circo?Soltei uma risada, daquelas sinceras, e me abaixei até ficar n
Se existe uma palavra para descrever o que eu sentia naquele momento, era gratidão. E talvez “empolgada” também. Ou “completamente surtada de alegria”. Enfim, era muita emoção pra apenas uma ex-noiva, atual esposa e mãe em lua de mel... ou melhor: familimel, como batizamos esse momento tão nosso.Depois de uma noite intensa e mágica, Enzo e eu acordamos ainda com aquele brilho no olhar de quem realizou um sonho. Fizemos questão de buscar o Nando pessoalmente porque essa viagem ao Caribe não estaria completa sem o pedacinho mais importante do nosso coração.Assim que abrimos a porta da casa da minha mãe, lá estava ele: com a mochila nas costas, uma viseira torta na cabeça e um sorrisão de orelha a orelha.— Papai! Mamãe! Eu tô pronto! — ele gritou, correndo pra nos abraçar como se não nos visse há dias.— Eita, que saudade! — Enzo o levantou no ar e girou, fazendo Nando gargalhar. — Pronto pro Caribe, campeão?— Prontíssimo! Eu quero nadar, brincar na areia e tomar muito sorvete!— Só
Se eu achava que caminhar até o altar havia sido o ápice da emoção, eu estava redondamente enganada. Porque logo após aquele beijo roubado que fez o padre rir e dizer que estávamos “apressadinhos” a emoção apenas se multiplicou. Os aplausos ecoaram pelo salão como um abraço coletivo. Sorrisos, lágrimas e aquele calor que só um amor verdadeiro espalha por onde passa.Eu estava oficialmente casada com Enzo Albuquerque.E agora... era hora de comemorar.Saímos do altar de mãos dadas, enquanto a trilha instrumental de “Perfect” do Ed Sheeran tocava. A chuva de pétalas caiu sobre nós como uma bênção. Assim que chegamos ao salão da recepção, eu olhei tudo em volta com o coração disparado. Cada detalhe havia sido pensado com carinho. As luzes amareladas criavam um clima acolhedor, as flores brancas e azuis enfeitavam as mesas com delicadeza, e o aroma suave de lavanda parecia envolver o ambiente como um perfume de tranquilidade.Mas o que mais me chamou atenção foi a pista de dança ao fundo
Caminhar até o altar com o braço do meu irmão entrelaçado ao meu era como flutuar entre memórias e promessas. Os olhos de Enzo se encontraram com os meus, e ali, naquela troca silenciosa, tudo fez sentido. O mundo inteiro desapareceu restamos apenas nós dois, como se todo o universo tivesse se recolhido para nos dar espaço.Meus dedos tremiam sobre o buquê. O som do violino preenchia o salão, ecoando como uma trilha sonora perfeita para o que vínhamos construindo há tanto tempo. Quando enfim cheguei ao altar, Gabriel me entregou com um beijo carinhoso na testa, e Enzo segurou minha mão com uma delicadeza que fazia o coração querer explodir.Ele estava lindo. Mais do que isso. Estava... radiante. Os olhos brilhando, os lábios curvados num sorriso torto que eu conhecia tão bem.— Você está linda — sussurrou, curvando-se levemente até meu ouvido.Sorri. Mas foi o que ele disse em seguida que me fez arregalar os olhos.— Mal posso esperar pra arrancar esse vestido com os dentes.O calor s
Ana Luiza Martinelli Um ano. Já fazia um ano desde que tudo desmoronou... e ao mesmo tempo, foi nesse mesmo caos que a vida encontrou um jeito torto de se reorganizar. A dor, as perdas, os silêncios... tudo isso ficou registrado nas cicatrizes que levamos no peito, mas hoje era diferente. Hoje era sobre renascimento. Sobre recomeçar.Hoje era o dia do meu casamento com Enzo.Olhei meu reflexo no espelho pela terceira vez. O vestido era simples, mas carregava uma elegância que parecia conversar com a mulher que eu tinha me tornado. O tecido abraçava minhas curvas com delicadeza, e o véu caía suavemente sobre meus ombros. Nunca imaginei que usaria algo tão branco, tão simbólico, tão... meu.Atrás de mim, minha mãe não conseguia conter as lágrimas. Ela fungava sem disfarçar, apertando um lenço rendado nas mãos trêmulas.— Eu nunca vi uma noiva tão linda... — disse, com a voz embargada, me olhando com ternura.Meus olhos marejaram, mas segurei firme. Hoje eu só queria sorrir.— Ah, Dona





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