O silêncio era tão denso que chegava a doer.
O ar parecia preso entre Isabella e Dante, como se o mundo soubesse que aquela decisão não era uma simples escolha — era um rompimento. Doloroso. Cruel. Necessário.
Elijah esperava alguns passos atrás dela, mãos nos bolsos, expressão satisfeita demais para o momento. Era como alguém que tinha certeza de que já havia vencido antes mesmo da primeira jogada.
Dante não disse nada.
Não havia pedido.
Não havia súplica.
Não havia desespero visível.
Mas os olhos dele…
Os olhos diziam tudo que ele se recusava a pronunciar.
Ferido.
Incrédulo.
Traído.
— Então é isso? — ele perguntou finalmente, a voz grave, firme, mas quebrando nas entrelinhas.
Isabella sentiu o estômago se contrair. Ela respirou fundo e manteve a postura — firme, calculada. Ela não podia hesitar. Não agora.
— É isso — respondeu, sem tremer. Sem piscar.
Mentindo com perfeição.
Elijah sorriu de lado, satisfeito.
Dante deu um passo à frente.
Os olhos dele a atravessara