Isabella não dormiu naquela noite.
Não era medo.
Era a sensação incômoda — quase física — de que algo havia sido deslocado no mundo, e ela ainda não sabia o quê.
Sentada à mesa da cozinha, com uma xícara de café que já tinha esfriado, observava a cidade pela janela. Nada parecia diferente… mas ela estava. O silêncio agora tinha peso, como se o ar carregasse perguntas.
Na tela do celular, a mensagem de Dante piscava:
"Evite contato desnecessário. Qualquer coisa fora do normal — me ligue."