Isabella não dormiu naquela noite.
Não era medo.
Era a sensação incômoda — quase física — de que algo havia sido deslocado no mundo, e ela ainda não sabia o quê.
Sentada à mesa da cozinha, com uma xícara de café que já tinha esfriado, observava a cidade pela janela. Nada parecia diferente… mas ela estava. O silêncio agora tinha peso, como se o ar carregasse perguntas.
Na tela do celular, a mensagem de Dante piscava:
"Evite contato desnecessário. Qualquer coisa fora do normal — me ligue."
Simples. Direto. Controlador.
Ela bloqueou a tela com um toque firme.
— Certo — murmurou. — Mas isso não significa que eu vou ficar parada.
Porque se havia algo que a noite anterior ensinou, era que ela não podia depender de respostas que vinham apenas quando ele decidia entregá-las.
Ela abriu o laptop.
E pela primeira vez… pesquisou sobre o próprio sobrenome.
Por muito tempo, sua família parecia comum demais. Pequena demais. Quase invisível. Mas à medida que digitava, algo inquietante sur