Pietro Castellane:
Num rompante, levanto da cadeira e minhas mãos agarram o colarinho do terno de Miguel, com uma velocidade que eu nem sabia que tinha, puxando-o para cima, o forçando a se inclinar sobre a mesa. Ele não resiste, apenas me encara com aqueles olhos escuros e vazios, como se estivesse me estudando.
— Não ouse tocar num fio de cabelo de nenhum dos dois, desgraçado! — Minha voz é baixa, mas cada palavra é carregada de uma ameaça que ecoa pela sala.
Ele não reage como um homem norma