~Lyra~
Eu não disse uma palavra no café da manhã.
Também não comi.
Só fiquei ali, sentada feito um maldito fantasma, vestindo um robe de seda que grudava demais na pele quente demais, tentando não respirar alto, não me mexer demais. Tentando convencer a mim mesma de que o chá na minha mão estava quente. Que meu corpo não estava ardendo de lembrança, de desejo, de saudade dele.
Mas era tudo mentira. Cada parte.
Minhas coxas já estavam molhadas. Minha boceta já pulsava. E cada respiração que entra