Mundo de ficçãoIniciar sessãoDurante cinco anos, Ava Beker insistiu em um casamento que nunca foi baseado em amor. Ignorada e tratada com frieza pelo marido, Adam Foster, ela se manteve firme apenas pela esperança de que, um dia, ele pudesse enxergá-la de verdade. Mas tudo desmorona no dia do aniversário de casamento, quando Ava flagra Adam com outra mulher dentro do próprio escritório. Determinada a não aceitar mais migalhas, ela decide recomeçar do zero, mesmo sem experiência e carregando as inseguranças de anos vivendo à sombra de um relacionamento vazio. Em meio ao caos, uma noite impulsiva com um desconhecido surge como uma fuga… um erro que ela pretende esquecer. Até descobrir que esse homem é justamente quem decidirá seu futuro profissional. Frio, poderoso e perigosamente envolvente, ele faz uma proposta inesperada após um conflito com o próprio irmão — Adam. Um casamento por contrato. Um ano. E uma condição simples: Se Ava não se apaixonar, será livre para ir embora. Mas o que começa como um acordo estratégico rapidamente se transforma em um jogo de poder, desejo e sentimentos perigosos… porque, dessa vez, não é só o coração de Ava que está em risco.
Ler maisBruna desligou o celular com tanta força que quase rachou a tela.A raiva subiu quente, imediata, queimando o peito dela enquanto andava de um lado para o outro dentro do apartamento pequeno que Alex ajudava a pagar havia meses. O problema não era só o dinheiro. Nunca era só dinheiro. O que realmente machucava era a sensação humilhante de perceber que, no fim das contas, ele continuava preso naquela família perfeita que dizia odiar tanto. Aquilo feria o orgulho dela de um jeito quase físico.Ela sabia que Alex era casado quando começaram.E sinceramente?Nunca se importou.Porque homens como ele sempre chegavam iguais. Mesma história. Mesmo discurso cansado sobre casamento frio, esposa distante, falta de admiração, falta de carinho, falta de paz. Bruna ouviu tudo aquilo durante meses enquanto Alex aparecia no apartamento dela reclamando da própria vida, bebendo mais do que devia e enchendo a cabeça dela com promessas sobre separação, liberdade e recomeço. Ele dizia que Karol fazia ele
Karol odiava o fato de ainda sentir pena dele. Talvez aquela fosse a pior parte de tudo. Não o medo. Não os hematomas escondidos por maquiagem. Não as ameaças sussurradas no escuro quando Alex perdia completamente o controle. O pior era perceber que, mesmo depois de tudo, ainda existia dentro dela uma parte emocionalmente condicionada a querer salvar ele de si mesmo. Era como se anos de relacionamento tivessem programado o coração dela para sempre procurar o homem que existia antes da violência, antes do álcool, antes da frustração transformar tudo em alguma coisa irreconhecível. E Alex sabia disso. Sabia exatamente. A conversa sobre o divórcio terminou sem realmente terminar. Karol ficou emocionalmente esgotada depois do choro, dos pedidos e das promessas, enquanto Alex parecia cada vez mais frágil conforme falava sobre família, mudança e arrependimento. Ele tinha uma habilidade absurda de transformar a própria violência em sofrimento compartilhado, como se ela também precisasse
Karol saiu da casa da Ava sentindo alguma coisa diferente dentro do peito. Não era coragem exatamente, porque ainda existia medo demais dentro dela para aquilo receber esse nome. Mas, pela primeira vez em muitos meses, existia uma pequena sensação de possibilidade. Como se a conversa tivesse aberto uma fresta mínima dentro de uma realidade que ela já considerava completamente fechada. Durante muito tempo, Karol tinha aprendido a sobreviver um dia de cada vez, sempre tentando evitar a próxima explosão, o próximo grito, a próxima agressão. Viver daquele jeito fez ela parar de pensar no futuro. Tudo se resumia a atravessar o presente sem provocar Alex, sem assustar Sofia, sem permitir que o caos dentro de casa piorasse ainda mais.Mas Ava tinha razão.Sofia não podia crescer daquele jeito.A imagem da filha olhando os hematomas no rosto dela mais cedo continuava atravessando a cabeça de Karol de forma cruel. Porque crianças percebiam as coisas. Talvez não compreendessem completamente, ta
Karol quase não foi. Quando recebeu a mensagem de Ava pedindo para conversar depois do expediente, a primeira reação dela foi inventar qualquer desculpa que evitasse aquele encontro. Dor de cabeça, trabalho acumulado, a filha esperando em casa, qualquer coisa serviria. Porque, no fundo, ela já sabia exatamente sobre o que seria a conversa. Matteo contou. Aquilo ficou óbvio no instante em que Ava escreveu apenas “preciso te ver”, e sinceramente Karol não sabia se estava preparada para olhar nos olhos de alguém que sentisse pena dela. Nos últimos meses, ela tinha se acostumado tanto a esconder tudo que a ideia de ser vista de verdade parecia pior do que continuar sofrendo em silêncio. Era humilhante. Principalmente para alguém como ela. Uma mulher inteligente, formada, respeitada profissionalmente, acostumada a defender outras mulheres em situações parecidas dentro de tribunais. Às vezes a própria consciência parecia debochar dela, porque era fácil dizer para clientes denunciarem, rec










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