Capítulo 158
Mason Hart
O carro não era de escolta, não era “carro de família”, não tinha brasão nenhum. Pedi a um conhecido de meu pai — desses que vivem da sombra e se alimentam de dívidas — um veículo que não chamasse atenção e ao mesmo tempo tivesse tudo que eu precisava.
O resultado estava parado diante do bordel. Uma van preta, fosca, motor limpo, vidros escuros. Dentro, cada lateral escondia compartimentos discretos: pistolas, escopetas, munição extra, facas equilibradas. Tudo no lugar, tudo pronto. Não confio em conversa de velhos mafiosos; não entro em armadilhas de graça.
Abri a porta para Violet primeiro, o olhar varrendo o estacionamento, cada sombra, cada esquina. Subi logo em seguida e fechei, soltando um suspiro lento. Procurando câmeras.
— Está tudo equipado. — falei baixo. — Se esses velhos meterem a besta, morrem.
— Fica tranquilo. Eu já disse.
Apenas ajeitou a roupa, os olhos fixos à frente, firme. Não havia medo nela, só a consciência de que o