Bruna caminhava pela orla da vila com passos apressados, como se pudesse, na velocidade das pernas, escapar daquilo que pulsava dentro dela — aquela vibração silenciosa, ardente, que se instalara logo após o olhar cruzado na feira.
O vento morno vinha do mar, enroscando-se nos fios do seu cabelo solto e acariciando-lhe a pele exposta com uma ternura quase zombeteira, como quem sabe, intimamente, da batalha que ali se travava: o desejo novo e súbito contra os fantasma