Capítulo 31

MARIA AMARAL

— Mamãe, preciso te contar uma coisa. — Ela larga as verduras que estava cortando dentro da vasilha e me olha séria. — Espero que a senhora não fique triste comigo. Desculpa por isso. Eu... — engasgo com as palavras, começo a chorar.

— Ei! — Ela me abraça. — Está tudo bem.

Antes que eu posso dizer algo, uma voz conhecida aquece meu coração.

— Que chororo é esse aqui? — Olho para a porta e vejo meu pai de braços abertos, esperando um abraço. Ele está sujo, como se tivesse trabalhado muito no pesado.

— Pai! — corro para seus braços, abraçando forte. O cheiro de cansaço e suor conhecido me faz chorar.

— Como você está, princesa? E cadê seu irmão?

— Estou bem. — Limpo as lágrimas. — Estava com tanta saudade. João foi levar... — interrompo.

— Levar o noivo dela pra pousada. Porque aqui não cabe um homem daquele e ainda com segurança.

— Noivo é? Quero saber essa história direitinho. Como minha filha de dezoito anos está noiva de uma homem mais velho que eu.

— Ai pai, ele é só u
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