SELENA
Desde o ritual negado, os dias se tornaram longos e vigiados.
Cada movimento seu era observado.
As magas mais jovens, antes submissas, agora cochichavam às suas costas.
As mais velhas a encaravam como se ela carregasse um feitiço contaminado.
E carregava.
Só que não era veneno.
Era ele.
Ela o sentia mais perto a cada amanhecer.
E com isso, os sonhos começaram.
Não devaneios doces.
Mas visões. Fragmentadas. Brutais.
> Rurik em forma lupina, coberto de sangue.
Vozes chamando por ela.
As mã