Eu não sabia exatamente quando comecei a sonhar. Só sei que, de repente, o peso nos ombros sumiu, e o mundo estava silencioso. Mas não o tipo de silêncio desconfiado que anuncia perigo. Era um silêncio leve, confortável. Como o de uma manhã preguiçosa em um lugar seguro.
Eu pisava sobre o chão de pedra do velho palácio. Mas ele não era mais velho, nem quebrado, nem manchado pelas lutas do passado. As janelas estavam abertas, a luz invadia os salões como ouro líquido, e o ar carregava cheiro de