Ela estendeu a tigela na minha direção. Hesitei um pouco, mas coloquei minhas mãos sobre as dela.
— Fecha os olhos — ela instruiu, suavemente.
Fechei.
— Agora pensa nele. No que você quer saber. No que precisa entender.
Respirei fundo e deixei as imagens virem: meu pai. Seu rosto endurecido. A adaga desaparecida. Minha mãe, diante da fogueira, me olhando como se carregasse todo o peso do mundo nos ombros.
Eu precisava da verdade. De todas as verdades.
Senti uma leve vibração sob meus dedos, com