A biblioteca estava silenciosa — não o silêncio desconfortável que costuma preceder algo ruim, mas aquele que me fazia sentir como se o mundo lá fora estivesse pausado, só por um instante. As paredes forradas de livros antigos me cercavam com um cheiro familiar de páginas gastas, couro e tempo. Era quase reconfortante. Quase.
Eu caminhava devagar entre as prateleiras, sem pressa. Cada passo ecoava baixo sobre o chão de pedra. A luz suave das lamparinas mantinha o lugar em uma penumbra acolhedor