A notícia da recusa de Aurora chegou até Agnes como uma lâmina envenenada. Ela ouviu o relato de um espião com um sorriso que não tocava os olhos. Sentada no salão principal da alcateia rival, cruzou as pernas lentamente e tomou um gole de vinho escuro como sangue.
— Ela recusou o trono? — repetiu.
— Sim, minha senhora. Diante de todos. Deixou o símbolo da liderança no chão.
O cálice tilintou contra a mesa de pedra. O silêncio que se seguiu foi sufocante.<