Isadora Alencar
Não havia sentimento pior que o de trair.
A primeira vez, eu poderia chamar de erro — ou não. Como julgar como erro algo tão íntimo, tão instintivo? Uma mulher reconheceria o homem que ama mesmo com os olhos vendados, mesmo no escuro, mesmo em silêncio. E, mesmo assim, eu me entreguei sem sequer confirmar se era Enzo.
A segunda vez… não.
Não havia desculpa.
Não havia erro.
Havia escolha.
Eu aceitei aquele homem em cima de mim, me abracei à sua brutalidade, ao seu cheiro amadeira