Isadora Alencar
Eu andei até o banheiro, fingindo calma. Por dentro, cada passo doía como se meus ossos estivessem rachando. Empurrei a porta, me encostei na pia de mármore e encarei meu reflexo. A maquiagem ainda estava intacta, mas meus olhos me traíam: estavam vermelhos, marejados, cansados.
“Você precisa se recompor, Isa.”
Sussurrei para mim mesma, tão baixo que mal ouvi. Era estranho falar comigo como se eu fosse outra pessoa — talvez eu fosse mesmo. A Isadora que entrou n