DANTE TAVARES
Acordei cedo demais. O silêncio da casa de hóspedes me irritava. Talvez porque eu soubesse o motivo real daquele incômodo: ela não veio.
Isadora.
A mulher que implodi com os dedos, com a língua, com o olhar.
A mulher que arfou meu nome como se fosse uma oração — e depois fugiu como se eu fosse o próprio demônio.
Talvez eu seja.
Cheguei sozinho à mansão. Meu pai já estava no jardim.
Precisava ocupar a mente, e por que não na casa da serra?
Convidei-o para ir comigo, mas ele recu