O Sangue Que Trai
O vento dançava entre os corredores de pedra da ala norte como uma serpente inquieta. Os vitrais da mansĂŁo projetavam feixes de luz lunar sobre o chĂŁo de mĂĄrmore, e o som de passos apressados quebrava o silĂȘncio quase sagrado da madrugada.
Eu voltava do templo com o espĂrito ainda pulsando com a imagem de Marco em correntes. Ainda sentia seu olhar me alcançando no plano espiritual, um lampejo de quem ele havia sido. Aquilo me dava forças. Mas tambĂ©m me feria.
Ele estava vivo d