Cássia, com um suspiro que parecia carregar o peso do mundo, finalmente cedeu. Caminhou até a cozinha e sentou-se à mesa, com o olhar ainda carregado de relutância e mágoa. Natan, com os olhos marejados, aproximou-se e acariciou o braço dela.
— Desculpa, irmã. — ele murmurou, chorando.
Kalel, com um gesto suave, começou a servir a costela para os dois, tentando aliviar a tensão no ar.
— Eu não vou trazer mais problemas para vocês, rapaz. — Kalel disse para Natan, com a voz calma e firme.
— Você fez o que podia, fez a coisa certa. Pode confiar em mim.
Natan era quem mais chorava, o medo de ter feito a coisa errada ainda evidente em suas lágrimas. Os três se sentaram à mesa, com o silêncio preenchido apenas pelo bater dos talheres.
Cássia, finalmente, quebrou o silêncio, com a voz carregada de ceticismo.
— Olha, eu não sei o que você quer ouvir de mim. Sabe, Kalel, eu até pensei em desistir quando soube e tirar o bebê. Mas o Natan descobriu e não deixou, me deu apoio, tem me ajudado mu