Cássia permaneceu imóvel, a frieza em seu olhar era uma muralha intransponível. Seus olhos encontraram os de Kalel e, sem desviar o olhar, ela falou com uma voz cortante.
— Não temos nada para conversar. Por favor, vá embora.
Ela percebeu o tom avermelhado no rosto dele, um sinal claro de que havia bebido novamente. Seus olhos baixaram para a garrafa em sua mão, e a visão da bebida a fez sentir-se ainda mais brava e decepcionada. Parecia que ele não havia aprendido nada.
Kalel parou bem na frente dela, com a expressão de súplica em seu rosto.
— Por favor, Cássia. Me deixa entrar. — ele pediu, com a voz baixa, quase implorando.
Cássia suspirou, um som de resignação. Sem dizer uma palavra, ela saiu da frente da porta, dando a Kalel o espaço para entrar. Ele o fez, com uma postura séria, quase vulnerável, um contraste com a confiança que ela esperava de um homem como ele. Kalel caminhou direto para a cozinha, onde Cássia estava picando legumes.
— Preciso de um copo, Cássia. — ele disse,