Pietro Cavallini
Minutos depois, no corredor gélido, o Dr. Arnaldo se aproximou de mim. Eu estava encostado na parede, as mãos trêmulas enterradas nos bolsos da calça preta. Eu sentia que tinha sido demolido por dentro.
— Sente-se, Pietro — ele disse, com um tom de voz que os médicos usam quando a notícia é pior do que a morte.
— Eu não quero sentar. Eu quero entender. Como o cérebro dela pode deletar a pessoa que mais a ama?
O médico suspirou, olhando para uma prancheta antes de fixar os olhos