Fernanda Vasques
O mundo era um borrão de luz branca e sons metálicos. Minha cabeça pesava como se estivesse cheia de areia úmida, e cada vez que eu tentava focar em algo, uma pontada aguda atravessava minhas têmporas. Aquele homem... aquele estranho de camisa preta e olhos transbordando uma dor que eu não reconhecia, finalmente tinha saído. O silêncio que ele deixou era denso, mas era melhor do que aquela pressão de ser amada por um desconhecido.
Olhei para a Clara. Ela estava ali, ao pé da cam