Fernanda Vasques
O sol de maio entrava pela janela, mas, para mim, a manhã parecia ter uma tonalidade cinza. Acordei sentindo um peso nos membros, como se o esforço de ser forte nos últimos dias tivesse finalmente cobrado seu preço. A cama, que na noite anterior fora palco de uma entrega tão luminosa, agora parecia um refúgio do qual eu não tinha forças para sair.
Pietro já estava de pé, vestindo a camisa de linho, o semblante carregado com a responsabilidade daquela obra que ameaçava desabar.