Pietro Cavallini
O bipe do monitor mudou.
Não foi um alarme de emergência, não foi o som metálico da morte que eu ouvi semanas atrás. Foi um ritmo apressado, vivo, galopante. Meus olhos, que estavam colados nas minhas próprias mãos entrelaçadas às dela, subiram num solavanco.
As pálpebras da Fernanda tremeram. Uma, duas vezes. E então, como se vencessem uma resistência de toneladas, elas se abriram.
O castanho dos olhos dela apareceu diante de mim depois de trinta dias de inferno.
Trinta dias i