Pietro Cavallini
O relógio do saguão marcava pouco mais de cinco da tarde quando cruzei a porta giratória do hotel. Meus ombros pesavam como se eu tivesse carregado cada uma daquelas vigas de concreto nas costas. A poeira da obra ainda estava impregnada nos meus poros, e o cheiro de metal retorcido parecia não querer sair das minhas narinas. O dia com o Lucas tinha sido um inferno técnico; descobrimos que a falha não foi natural, foi provocada. Alguém tinha mexido na fundação.
Mas, ao entrar n