O entardecer em Milão tingia o céu de cobre e violeta.
As ruas, vivas e elegantes, refletiam nas vitrines o frenesi da cidade que nunca desacelerava.
No alto de um edifício de vidro e mármore, o ateliê de Chiara Moretti brilhava como um santuário da moda — amplo, moderno, adornado por flores exóticas e pelo perfume inebriante de tecidos recém-cortados.
Era o império que ela mesma erguera — com talento, disciplina e ego. Luciano Moretti estacionou discretamente o