POV Isabela
O relógio da parede da sala da minha mãe parecia bater mais alto do que o normal. Cada tic-tac era um lembrete de que eu estava ali não por obrigação, mas por necessidade. Eu precisava de uma voz que me lembrasse quem eu era, ou talvez, quem eu poderia ser.
Minha mãe estava sentada no sofá, as mãos pousadas sobre o colo, postura ereta, olhar fixo em algum ponto da janela. Sempre elegante, sempre contida. Mesmo no silêncio, era uma extensão de Álvaro: discreta, calculada, invisíve