Narrado por Henrique
Peguei a mão de Anita, sentindo a fina corrente de energia que sempre percorria nossa pele ao nos tocar, e a conduzi até o sofá. Fiz com que ela se sentasse, mas eu permaneci em pé. O espaço entre nós era necessário. Um campo minado de desejo que eu precisava navegar com cuidado.
— Senta aqui comigo — ela pediu, sua voz um fio de sugestão.
— Prefiro ficar em pé.
— Por quê?
Ela olhou para mim, confusa. Eu sou uma pessoa direta. As palavras são ferramentas, e as usei com preci