Entrei em casa com o corpo cansado e a cabeça ainda mais. A porta rangeu ao fechar, e aquele silêncio denso me envolveu como um cobertor pesado demais. Era estranho como às vezes o silêncio era mais barulhento do que qualquer fala atravessada.
Fui até a bancada da cozinha, larguei as chaves e me apoiei por um segundo. Pensei em ligar para minha mãe. Ou para minha irmã. Qualquer coisa que me conectasse com alguém que me conhecesse desde sempre. A saudade bateu sem avisar — fina, insistente, como